Correnteza forte e mata fechada dificultam buscas por menina desaparecida no rio Chapecozinho
7 de janeiro de 2026A forte correnteza e a mata fechada às margens do rio Chapecozinho dificultaram o avanço das equipes de busca
As buscas pela menina de 10 anos Yasmin Sechini desaparecida no Rio Chapecozinho, em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina, continuam e têm como principal referência objetos encontrados presos em galhos ao longo da correnteza. Mãe e filha desapareceram as margens do rio Chapecozinho. As equipes trabalham com base em relatos de familiares e moradores da região para tentar localizar a menina, que segue desaparecida desde o dia 1º de janeiro. Ontem terça-feira (6), o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) realizou novas buscas em áreas previamente delimitadas do rio. As informações recebidas foram analisadas e filtradas para o mapeamento de pontos específicos de investigação, considerando indícios como a presença de odores fortes e de objetos flutuantes retidos na vegetação às margens do rio. Durante a manhã, os trabalhos contaram com um drone da Defesa Civil de Xanxerê e com sobrevoo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER), além do apoio de equipes do CBMSC em solo. No período da tarde, outra equipe atuou com drone do CBMSC e o binômio de busca em um trecho do rio entre os municípios de Entre Rios e Marema. Apesar do esforço das equipes, as buscas realizadas ao longo do dia não tiveram êxito, e as áreas vistoriadas foram consideradas descartadas. Segundo os bombeiros, os trabalhos seguem dependentes de boas condições de visibilidade, já que a correnteza do rio é forte e a mata apresenta alta densidade, o que dificulta o avanço das equipes.
Corpo da mãe foi localizado; criança segue desaparecida
No último sábado (3), foi encontrado o corpo da mãe da criança, Patrícia Sechini, de 34 anos, que desapareceu junto com a filha no Rio Chapecozinho, nas proximidades da Linha Voltão, no interior de Xanxerê. A localização ocorreu com o apoio do SAER da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC). O corpo foi encontrado preso a uma das margens do rio, em um local de difícil acesso, a cerca de 10 quilômetros do ponto onde ocorreu o acidente no dia 1º de janeiro. As buscas por um acesso ao local começaram por volta do meio-dia, mas somente com o apoio aéreo foi possível que parte da equipe chegasse à área por volta das 16h30. Sete bombeiros participaram da ocorrência, com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), Polícia Civil (PCSC), Polícia Científica (PCISC) e Defesa Civil. A retirada do corpo foi concluída por volta das 19h e ficou sob responsabilidade da Polícia Científica.


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