Fila do INSS triplica sob Lula 3, e MP abre investigação
21 de janeiro de 2026Esquemas de descontos ilegais e gestão ineficiente pressionam servidores e deixam milhões desassistidos
A promessa de acabar com a fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desapareceu da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando assumiu o Planalto em 2023, o petista herdou pouco mais de 1 milhão de pedidos acumulados no órgão. Três anos depois, o número triplicou e alcançou 3 milhões de pessoas à espera de atendimento. Em janeiro de 2023, 1,2 milhão de pessoas aguardavam atendimento. Em outubro de 2025, o número chegou a 2,8 milhões. O gargalo mais crítico está nas perícias: a fila dobrou de 569 mil, em junho de 2023, para 1,2 milhão em setembro. Além disso, o tempo médio geral da concessão caiu para 35 dias no atual governo, ante 79 dias no fim da gestão de Bolsonaro. Em dezembro, o INSS argumentou que o crescimento da fila decorre de alterações na legislação que ampliaram a rede de proteção social. O órgão citou o envelhecimento da população e o novo método de cálculo de renda familiar para concessão do BPC. O benefício mira idosos de baixa renda acima de 65 anos e pessoas com deficiência.
Indicações de Lula incluíram investigados por roubo a aposentados
O colapso se agravou mesmo com a criação recorde de cargos comissionados. Desde o início do atual mandato, o governo nomeou 4.417 pessoas para funções estratégicas — o maior número desde que Lula voltou ao poder. No entanto, parte dos indicados acabou presa pela Polícia Federal, acusada de envolvimento em fraudes contra aposentados. Os esquemas aplicavam descontos indevidos diretamente no contracheque dos beneficiários. O Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar a lentidão do INSS no agendamento de perícias médicas. À revista Veja, uma fonte ligada aos peritos afirmou que a responsabilidade recai sobre os gestores. “Espero que culpem os verdadeiros responsáveis — os gestores da perícia — e não os servidores da ponta que sofrem há anos com a má gestão”, disse.
Com informações Revista Oeste


Podemos ajudar?