Como garantir a segurança alimentar no verão

Como garantir a segurança alimentar no verão

6 de janeiro de 2026 Off Por Editor



  • Nutróloga orienta sobre conservação e armazenamento adequado dos alimentos

    Elevação da temperatura, umidade típica do verão, aumento da atividade bacteriana e aceleração de reações químicas representam uma combinação favorável para a deterioração de alimentos. Para não correr o risco de consumir itens estragados que podem causar distúrbios gastrointestinais leves, infecções graves e intoxicações alimentares é necessário redobrar os cuidados na conservação e manipulação. A nutróloga e médica cooperada da Unimed Chapecó, Dra. Giseli Albach Lenz, enaltece que o armazenamento adequado é essencial para que os alimentos mantenham os nutrientes e as propriedades esperadas no momento do consumo. “Guardá-los da forma errada pode levar a perdas de vitaminas hidrossolúveis e antioxidantes, bem como acelerar sua decomposição e deixá-lo suscetível a contaminação com micro-organismos”, explica. Os alimentos mais propensos a estragarem com as altas temperaturas são: carnes e produtos lácteos, frutas e verduras frescas e refeições prontas deixadas fora da geladeira. Segundo a nutróloga, algumas frutas são mais sensíveis as altas temperaturas, como morango, uva, framboesa, banana, caqui, abacaxi, amora, melancia e devem ser armazenadas na geladeira. “Outras frutas amadurecem mais lentamente, então, devem ficar em ambiente fresco e ventilado. Como exemplo, pêssego, ameixa, abacate, manga e laranja”. A Dra. Giseli complementa que verduras folhosas devem ser conservadas na geladeira e em sacos vasados. Os legumes como brócolis, couve-flor e cenoura quando cortados devem permanecer refrigerados. “Enquanto que cebola e alho podem ficar na fruteira”, comenta. Para evitar desperdícios, a orientação é lavar frutas e legumes apenas antes de ingeri-las, preferir o consumo rápido após a compra e optar pelo congelamento para prolongar a vida útil. Outro aspecto que requer atenção é a análise da eficiência dos sistemas de refrigeração, por isso a temperatura precisa ser adequada conforme o calor e a quantidade de itens armazenados. A temperatura ideal do refrigerador é de 4ºC e do freezer é de -18ºC. Também é necessário verificar se o isolamento térmico está em boas condições para evitar vazamentos de ar frio, e realizar a higienização desses eletrodomésticos com regularidade.

    PASSEIOS

    Para quem deseja aproveitar as temperaturas mais elevadas para passeios ao ar livre, a nutróloga recomenda que os alimentos frescos sejam higienizados previamente, e condicionados da forma correta para transporte, ou seja, em bolsas térmicas resfriadas com gelo rígido para manter a temperatura adequada por mais tempo. “Evite levar cremes à base de ovos e demais alimentos com potencial de contaminação com a variação de temperatura”, alerta.

    IMPACTO NA SAÚDE

    Consumir alimento estragado (alterações na aparência, no cheiro e no sabor) ou contaminado (micro-organismos prejudiciais) pode resultar em uma série de problemas de saúde, como intoxicações alimentares, infeções alimentares, distúrbios gastrointestinais, reações alérgicas e doenças crônicas. “Estes alimentos podem ter sido armazenados de maneira incorreta, estarem fora do prazo de validade ou mesmo preparados sem as condições de higiene adequadas, o que ocasionou quadros de intoxicação quer seja por bactérias (mais comum), vírus ou fungos”, explica a Dra. Giseli.

    Com informações MB Comunicações

    Imagem Dra. Giseli Albach Lenz / (Foto: arquivo pessoal)