Acidentes com águas-vivas quase dobram em uma semana nas praias de SC
25 de janeiro de 2026Em caso de queimaduras por águas-vivas, a vítima deve procurar o posto de guarda vidas mais próximo
Os números de acidentes com águas-vivas quase dobraram na última semana em Santa Catarina em comparação com a semana anterior. Os dados da Estação Verão 2025/2026, divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar, revelam que entre os dias 13 e 19 de janeiro foram 2.036 acidentes, um aumento de 94% em relação ao período anterior, equivalente aos primeiros dias do ano, quando foram 1.047 acidentes com águas-vivas. Os números do período mais recente representam quase 300 acidentes com águas vivas por dia durante a semana: ao todo, foram 291 acidentes, em média. As águas-vivas possuem uma aparência que lembram uma gelatina incolor, ou de coloração arroxeada e possuem tentáculos. Quando entram em contato com a pele humana, esses animais produzem uma forte sensação de queimadura. Desde o último verão, o Corpo de Bombeiros utiliza bandeiras nas praias para sinalizar a presença destes animais marinhos. As bandeiras são da cor lilás, padrão internacional de cor que indica a presença de animais perigosos nas praias. As bandeiras estão distribuídas em todo o Litoral catarinense e não substituem as bandeiras já usadas para indicar as condições do mar.
Veja os números de acidentes
Aplicativo indica onde há águas-vivas
O Corpo de Bombeiros Militar também disponibiliza o aplicativo Praia Segura para que a população possa saber, previamente, se a praia escolhida apresenta boas condições marítimas e se há incidência de águas-vivas. É possível baixar o aplicativo de forma gratuita pelo site dos bombeiros.
O que fazer em caso de queimaduras
- Em caso de queimaduras por águas-vivas o melhor a fazer, quando possível, é procurar um posto de guarda vidas mais próximo. Lá você receberá todas as orientações.
- Evite coçar a área atingida ou colocar água doce.
- O indicado é borrifar vinagre na lesão, o que neutraliza o efeito das toxinas liberadas no contato com o animal.
- Em casos mais graves é necessário encaminhamento hospitalar.


