Caciques defendem o marco temporal e acusam Lula de não respeitar o voto dos brasileiros

Caciques defendem o marco temporal e acusam Lula de não respeitar o voto dos brasileiros

24 de outubro de 2023 Off Por Editor



  • Indígenas prestaram depoimento à CPI que investiga o terceiro setor na Amazônia; eles disseram que organizações não os representam

    Os caciques Arnaldo Tsererowe e Graciano Aedzane, da etnia xavante, saíram em defesa do marco temporal das terras indígenas, nesta terça-feira, 24, e afirmaram que o presidente Lula não respeita o brasileiro. Isso porque o petista vetou o dispositivo aprovado pelo Parlamento. “Lula desmereceu a vontade dos brasileiros”, disse Tsererowe. “Nossa etnia aprova o marco temporal”, acrescentou Aedzane. Tsererowe e Aedzane prestam depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o terceiro setor na Amazônia. No depoimento de hoje, a CPI quer fazer um contraponto entre indígenas que conseguiram algum tipo de desenvolvimento, a partir do agronegócio, com tribos tuteladas por ONGs, as quais permanecem na miséria.

    Marco temporal vetado por Lula

    Em setembro, como reação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado aprovou o marco temporal que veio da Câmara dos Deputados, sem alterá-lo. Isso porque a medida teria de retornar à Casa de origem. Além da demarcação, o texto previa a possibilidade de “contato excepcional” com povos isolados, em caso de “utilidade pública”. Possibilitaria também atividades econômicas em terras indígenas, com a contratação de terceiros, e abriria espaço para o turismo.

    Lula, contudo, alinhou-se ao STF e vetou a proposta.

    Com informações Revista Oeste